Manuela d’Ávila defende mais investimentos na educação infantil

Em São Paulo, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela d’Ávila, participou na tarde desta sexta-feira (29), da Sabatina “Me Explica?”, com jovens do ensino médio, na Casa do Saber. Durante o bate-papo com os adolescentes, Manuela defendeu que a União invista mais recursos na educação infantil.

“Acho que o governo precisa investir mais em educação infantil, porque as evidencias científicas nos mostram que quanto menos estimulada a criança é até o seu quinto ano de vida, mais dificuldade ela tem no aprendizado”, explicou.

Manuela ressaltou que não defende a federalização do ensino médio. “A experiência me mostrou que quanto mais próxima a escola está da comunidade e do gestor, que é o político responsável, ela tem mais chances de ser melhor. Sou contra as iniciativas que diz: Está ruim a escola pública, leva para o governo federal que ele vai resolver”.

“Acho que é possível recompor a capacidade do Estado e garantir que estados e municípios tenham condições de cuidar das suas escolas, como já fazem os pequenos municípios”, declarou.

A pré-candidata do PCdoB explicou que existem outros temas em relação a educação a serem debatidos, como a qualificação e melhor remuneração dos professores e a infraestrutura das escolas. Como exemplo, Manuela citou o estado do Maranhão, governado por Flávio Dino (PCdoB), que paga o melhor salário para professores da rede pública do Brasil.

“Outra questão são os problemas da escola que tem relação com o que está fora da escola. É preciso ver a família das crianças, como elas vivem, como foi a primeira infância e como é essa comunidade. Para olhar para a educação é preciso olhar para a escola, professor, aluno e o que está do lado de fora”, pontuou.

Segurança

“O problema do Brasil não é a falta de armas, é o excesso delas. O nosso país tem muitas armas e mortes. Tem a polícia que mais mata e mais morre no mundo. Ser candidato à Presidência da República e dizer que a solução para o problema da segurança é botar munição na mão de vocês. É não ter condições de ser candidato”.

“Como pré-candidata à Presidência, quero resolver os problemas do Brasil, não dizer que vocês têm que resolver os problemas que o governo é incompetente para resolver. Reforma da segurança pública é fazer política pública de segurança. O que significa? Debater as polícias. As polícias do Brasil são mal remuneradas, não tem ciclos completos, ou seja, elas não podem investigar”.

Para a pré-candidata do PCdoB, o Brasil precisa de uma autoridade nacional de segurança pública, que centralmente deve ter as seguintes tarefas: a investigação, a capacidade de inteligência das polícias e uma ouvidoria policial.

Para mais informações sobre as propostas da pré-candidata do PCdoB em relação a segurança, saiba aqui.

Source:

PCdoB – Partido Comunista de Brasil

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