Manuela tenta fugir de ataques e apresentar projeto de Brasil

Convidada para participar da sabatina do programa Roda Viva da TV Cultura, a pré-candidata do PCdoB à Presidência da República, Manuela d’Ávila, passou quase a totalidade do programa de um hora tentando fugir de ataques e apresentar projeto de Brasil. Com tranquilidade, mas ao mesmo tempo com muita coragem, Manuela enfrentou ironias e ataques destilados pela bancada convidada pela emissora.

Na primeira pergunta, a pré-candidata conseguiu falar sobre sua trajetória política. “Há 20 anos quando eu me filiei ao meu partido, eu decidi entrar para o movimento estudantil e na política porque acreditava que aquele era o caminho para transformar o Brasil num país menos desigual e mais justo”, disse.

Manuela reafirmou que se for presidente do Brasil vai “revogar a reforma trabalhista”. “Eu já serei alguém que terei contribuído para um Brasil mais justo”, respondeu ao mediador do programa Lessa.

Os convidados foram: Vera Magalhães (Estadão/Jovem Pan), Letícia Casado (Folha), João Gabriel de Lima (Exame), Joel Pinheiro da Fonseca (Colunista da Folha/Exame e Instituto Millenium- PSDB), e Frederico d’Avila (diretor da Sociedade Rural Brasileira), os dois últimos foram grosseiros e agiram com total falta de respeito com a pré-candidata. Emitiam opinião, enquanto deveriam fazer perguntas. Insultaram à história e o Partido Comunista do Brasil.

A pré-candidata do PCdoB foi atacada de forma virulenta e muito visível durante todo debate. O assunto mais comentado nas redes sociais foi a grande falta de respeito e atitudes machistas contra a pré-candidata que recebeu mensagens de apoios e lamentos pela baixaria dos entrevistados e, mesmo assim, Manuela tentava elevar o tom da conversa no programa.

“Um desfile de machismo e misoginia da pior espécie, de causar repulsa em qualquer brasileira e brasileiro que esperava assistir a uma entrevista que discutisse os rumos do País”, apontou Nota do PT divulgada na manhã desta terça-feira (25).

Habilidosa, Manuela reafirmou que o projeto do PCdoB é baseado nas particularidades brasileiras, e não um simples molde de uma experiência estrangeira em que o Brasil deveria se encaixar.

Ao ser questionada sobre as conversas de lideranças do seu partido com outras legendas, no momento em que se discutem possíveis alianças para as eleições de outubro, Manuela disse que o PCdoB “não abre mão de vencer as eleições para tirar Temer do poder”.

“Para nós, o principal é tirar o Brasil das mãos de Temer e desse conjunto de candidaturas de ultra-direita e direita que tentam destruir o Brasil e o estado brasileiro”, frisou.

Manuela ressaltou que há quatro candidaturas do campo da esquerda e que se deve respeitar todas. Reafirmou que será candidata até o fim e que não é óbice para a esquerda. Respondeu questionamentos sobre a prisão do ex-presidente Lula, defendeu que ele possa ser candidato à presidência. Falou que o ex-presidente foi preso injustamente, pois não há provas no seu processo.

Uma comitiva do PCdoB acompanhou a pré-candidata nos estúdios da TV Cultura. Compareceram, o líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (SP) e Rubens Jr (MA), a senadora Vanessa Grazziotin (AM), o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, o presidente da Fundação Mauricio Grabois, Renato Rabelo, o presidente da CTB, Adilson Araújo e o economista Luis Fernandes, além dos assessores da Manuela, Cris Ely e Rubens Diniz.

Source:

PCdoB – Partido Comunista de Brasil

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