Movimentos denunciam apoio da rede Globo ao golpe em atos por todo o país

Nesta terça-feira (17), data em que completam-se dois anos do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, a Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo realizaram diversos atos pelo Brasil em um Dia Nacional de Lutas que teve como principal objetivo denunciar o papel da Rede Globo nesse processo.

De acordo com as frentes, a emissora foi uma das principais responsáveis pelo consolidação da destituição da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), pelo desmonte de direitos protagonizado pelo governo de Michel Temer (MDB), e pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além de atos solenes e manifestações realizados ao longo do dia pelas capitais Aracajú (SE), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Fortaleza (CE) , João Pessoa (PB), Maceió (AL) Teresina (PI), Porto Alegre (RS) e São Paulo (SP); os movimentos ocuparam a sede da Globo e de emissoras afiliadas em pelo menos três cidades.

Na capital paulista, dezenas de manifestantes se concentraram na Estação Morumbi da CPTM, e marcharam até a sede da Rede Globo, localizada na zona sul da cidade. «A Globo apoiou a ditadura, apoiou o golpe e também participou da perseguição a Lula, para levar a sua prisão. Por isso estamos aqui, pela democracia», afirmou Josué, militante do MTST, durante o ato.

Em Salvador (BA), cerca de 500 pessoas ocuparam a sede da Rede Bahia, afiliada da Rede Globo, a partir das cinco horas da manhã de hoje. De acordo com Aurino Pedreira, integrante da Direção Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e presente na ação, a emissora é uma das principais responsáveis pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

«Essa imprensa golpista buscou incentivar a prisão de alguém que não tem culpa, e contra quem não foram apresentadas provas», afirmou.

Em Maceió (AL), cerca de 5 mil camponeses e camponesas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que estão em jornada de lutas desde domingo (15), saíram em marcha do centro da cidade até a frente do prédio da TV Gazeta, afiliada da Rede Globo no estado. Lá, os manifestantes permaneceram por horas, realizando escrachos contra a emissora.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), também denuncia, no dia de hoje, o aniversário de 22 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 sem-terra foram assassinados pela Polícia Militar (PM) no Pará. Desde então, o dia 17 de abril se tornou um marco na luta pela Reforma Agrária.

Já em Cuiabá (MT), em um ato realizado na manhã desta terça-feira, manifestantes gritavam palavras de ordem contra a emissora e seguravam cartazes com os dizeres «Globo é golpe».

Edição: Mauro Ramos

Fonte:

Brasil de Fato

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