Brasil pós-golpe: 1,5 milhão de brasileiros passam a viver em situação de extrema miséria

Em um ano e meio, 130 mil famílias do nordeste perderam o benefício do Bolsa Família com os cortes impostos pela atual gestão do governo federal. Além disso, as mensalidade do programa não têm reajuste desde meados de 2016.

A crise institucional, o corte nos programas sociais, o desemprego, que pulou de 5,6% para 12,3%, e a reforma trabalhista são as causas do aumento da extrema pobreza, aponta a empresa de consultoria LCA, responsável pelo levantamento feito a partir dos microdados da Pnad.

Segundo Cosmo Donato, da LCA, a ampliação do emprego sem garantias tem forte papel neste quadro. «No lugar desse emprego, o mercado de trabalho gerou ocupações informais, de baixa remuneração e ganho instável ao longo do tempo», afirma.

O estudo mostra que 55% dos brasileiros mais pobres estão na região nordeste. Em um ano e meio, 130 mil famílias do nordeste perderam o benefício do Bolsa Família com os cortes impostos pela atual gestão do governo federal que promoveu um «pente fino» e tirou da lista de beneficiários 5 milhões de pessoas.

Além disso, as mensalidade do programa não têm reajuste desde meados de 2016. Somente no ano passado, cerca de 800 mil nordestinos passaram a viver na pobreza extrema. O total de pessoas nesta condição hoje no país é de 14,8 milhões.

O crescimento da pobreza é um grande retrocesso para o país que viveu mais de dez anos de grandes avanços na área durante os governos de Lula e Dilma.

O critério de extrema pobreza adotado é do Banco Mundial para países de nível médio-alto de desenvolvimento, em que são considerados extremamente pobres pessoas que tinham renda domiciliar per capita inferior a R$ 136 por mês em 2017.

Portal CTB com informações do Valor Econômico

 

Fonte:

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)

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