Decretação da prisão de Lula reforça que Moro o trata como inimigo

 

“Expeçam-se, portanto, como determinado ou autorizado por todas essas Cortes de Justiça, inclusive a Suprema, os mandados de prisão para execução das penas contra José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Luiz Inácio Lula da Silva. Encaminhem-se os mandados à autoridade policial para cumprimento, observando que José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros já se encontram recolhidos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba”, diz Moro.

Segundo o professor Isaac, essa é mais uma demonstração de que Lula é tratado como inimigo e este não tem direito e garantias.

“Foi um processo com uma rapidez impressionante no Tribunal Regional Federal em que foram atropeladas as garantias e foi condenado sem provas. E, agora, sem qualquer possibilidade de recurso, pois a decisão do Supremo foi na verdade na madrugada de hoje, e sem qualquer publicação, Moro recebe o ofício e decreta a prisão”, reforça o jurista.

No despacho, Moro ainda diz que “em atenção à dignidade cargo que ocupou”, concede “a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”.

Moro diz ainda que também vai destinar “uma sala reservada, espécie de Sala de Estado Maior, na própria Superintendência da Polícia Federal, para o início do cumprimento da pena, e na qual o ex-presidente ficará separado dos demais presos, sem qualquer risco para a integridade moral ou física”.

 

Fonte:

Vermelho

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